Identificando oportunidades – o diferencial do analista de requisitos

Neste artigo:

Adriano Lages defende que o analista de requisitos deve se portar também como analista de negócios, criando oportunidades de negócio para sua empresa ao mesmo tempo e propondo soluções em sistemas e software que gerem valor para seu cliente. Leia mais.

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Eu considero que um analista de requisitos faz um bom trabalho não somente quando ele realiza bem seu trabalho técnico, e sim quando ele faz um papel de analista de negócio. É como se ele agisse ao mesmo tempo como um advogado de defesa e criador de novas oportunidades.

Existem situações de projetos que já possuem um cronograma fechado sem nenhuma possibilidade de alteração do mesmo. Nesses casos o cliente pode solicitar funcionalidades que podem levar ao atraso do projeto, talvez uma consulta ou uma inclusão a mais ou outros “enfeites” no sistema, que não estavam previstos na proposta técnica do sistema, mas que o cliente acha que não “custa” nada para desenvolver.

É então que o analista precisa agir como advogado de defesa. Quando em situações de levantamento de requisitos de negócio ele deve mostrar de maneira clara e com argumentos convincentes, que determinado pedido do cliente não é necessário para aquela fase de desenvolvimento do sistema. Ou seja, aquilo é algo cosmético que irá gerar mais custos de desenvolvimento para a fábrica de software, lembrando que mesmo se o cliente quiser determinado item, este pode ser adicionado ao escopo do projeto. Claro, com um aumento do prazo do cronograma e gerando atrasos na entrega do projeto. É bem provável que o cliente vai pensar duas vezes antes de querer adicionar algum outro requisito desnecessário.

Para que o analista de requisitos possa defender sua empresa, ele deve estar sempre respaldado do cronograma e do documento de escopo que serviu de base para elaboração da proposta técnica do projeto, além de estar sempre em contato com o arquiteto, verificando o nível de dificuldade para implementar os pedidos do demandante da aplicação. Lembrando que, se o cliente não irá pagar pelo tempo extra de desenvolvimento, o analista deve tentar ao máximo facilitar a vida dos desenvolvedores,evitando problemas para entrega do projeto.

Criando Oportunidades – O analista de requisitos como analista de negócios

O analista de requisitos também pode ser o criador de novas possibilidades de negócio para sua empresa, não sendo somente o “estraga prazeres” do cliente. Quando ele conhece bem as possibilidades da sua empresa e conhece as necessidades dos clientes, pode identificar deficiências de processos, que podem ser resolvidas com um projeto de desenvolvimento de um sistema que resolva tal deficiência. Pode num bate-papo visualizar uma oportunidade de integração de sistemas, vide que o cliente relatou que existem problemas de comunicação de dados de sistemas de áreas diferentes. O analista pode até mesmo sugerir para o cliente o desenvolvimento de um sistema que ele nunca tinha pensando, e que pode melhorar consideravelmente a eficiência operacional do negócio.

São inúmeras possibilidades que podem ser exploradas, e ninguém melhor que o analista de requisitos, que nesse momento é um analista de negócio, para tomar frente isso, devido aos elos técnicos e de negócio que possui. O analista não é peça chave no processo de identificação de oportunidades, mas é uma peça importante, devido ao contato no dia-a-dia do cliente. Ainda mais em um cenário de crise como o atual, onde é sempre importante que as empresas estimulem seus funcionários a buscarem novos projetos de desenvolvimento de software. Grandes companhias como Google, Microsoft, Yahoo, etc., estimulam seus funcionários a desenvolverem novos projetos e já sabemos que esse modelo de negócio funciona.

Aumentando negócios e eficiência operacional

Enfim, quando o analista de requisitos age defendendo os processos da sua empresa evitando custos extras em projetos e uma rotina de trabalho mais complexa, além de contribuir para o aumento de negócios da companhia, ele está fazendo um papel de negócio que é importante que seja exercitado, buscando conhecer cada vez mais a rotina da empresa para qual está prestando consultoria e os processos dos potenciais mercados demandantes de software, visando sempre menor custo e maior eficiência operacional. * Adriano Lages dos Santos é analista de negócios e está cursando MBA em Gerenciamento de Projetos

Este texto foi originalmente publicado no blog BRQ Biz – Conhecimento e Inteligência em Negócios, em 06 de Maio de 2009.

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