O mainframe, computador de grande porte dedicado ao processamento de volumes gigantescos de informações, completa hoje 45 anos de existência como IBM. De acordo com o Computerworld, a fabricante informou que as vendas globais de mainframe cresceram 11% em 2008.
O Brasil é o terceiro mercado de mainframes do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e Alemanha. O país possui atualmente 140 empresas usuárias de mainframe e respondem por 10% dos novos contratos fechados nos últimos dois anos.
Especialistas do setor de Tecnologia da Informação, principalmente os que atuam com mainframe no segmento financeiro (setor que mais demanda a utilização de mainframes), enfrentaram muito preconceito nos últimos 15 anos.
Os profissionais resistiram bravamente às duras críticas de que lidavam com uma tecnologia arcaica e que estava fadada a morrer, mas hoje o cenário é bem diferente, estes profissionais que atuam com mainframe são reverenciados pela especialização adquirida e bastante valorizados no mercado em função de quase não haverem profissionais habilitados para lidar com esta plataforma.
Enquanto existir no mercado mundial empresas que processem volumes altos de informações, como bancos, governo, empresas de cartão de crédito, entre outras, não há previsão de um dia o mainframe acabar. Como consolidador do processamento de altos volumes de informações ele é imbatível, não há outra plataforma compatível no mercado, além do que, ainda hoje a maior parte das linhas de código no mundo está em COBOL que é a principal linguagem usada nesta plataforma, o que demandaria um custo muito alto para a conversão destes programas. Devido a estes pontos, a não ser que algo novo e totalmente inovador seja inventado, acho difícil o fim desta plataforma no curto e médio prazo.
* Marcelo Tognai é Gerente de Projetos de TI para o setor financeiro.